sábado, 20 de agosto de 2011

Revolução Pacífica


Políticos corruptos, matança de animais, aumento no número de vagas para vereadores, diferença salarial entre os parlamentares e os outros profissionais, a violência policial, o desejo de aumentar o salário mínimo, a falta de moradia, a inflação, entre outros fatores causam a indignação de muitas pessoas, que se juntam e vão para as ruas fazendo manifestações, com o intuito de demonstrar sua revolta e de evitar acontecimentos como os exemplos citados anteriormente.
Vimos em jornais, programas de televisão e internet que essas manifestações acontecem em vários lugares do mundo, e que diversas delas são ignoradas e desconsideradas. Essa indiferença com que os protestos são tratados pelos mais poderosos acaba causando a insegurança de que os mesmos possam não alcançar o objetivo ou que todo o seu esforço sejam em vão. Talvez esse seja um dos motivos para que algumas pessoas não se envolvam, mesmo que concordem com as manifestações.
A poucos dias atrás, tivemos um exemplo na cidade de Caxias do Sul – Rs. Um grupo de aproximadamente 350 pessoas se reuniu em uma das principais ruas do centro da cidade para protestas contra o aumento de vagas para vereadores, que iria aumentar de 17 para 23 vagas. O protesto foi pacífico e organizado, porém, ignorado. Do mesmo jeito que temos exemplos de manifestações que falharam, temos exemplos de sucesso.Um deles, é o movimento estudantil conhecido como “Caras Pintadas” que o principal objetivo era o impedimento do Presidente do Brasil Fernando Collor e sua retirada do posto. Outro exemplo de sucesso é o episódio conhecido como “A Queima dos Sutiãs” que aconteceu em 1968. Centenas de mulheres foram as ruas protestar a favor da igualdade entre os seres humanos. Se não fossem por essas mulheres, talvez, hoje, nós continuássemos sem o direto a voto e a trabalhar, e continuaríamos sendo vistas como apenas as “donas de casa”.
Todos as manifestações tem uma grande probabilidade de não serem ouvidas, mas se nós não tentarmos não iremos evoluir. Essa é uma maneira de fazermos valer nossos direitos, se feita de forma pacífica, caso contrário, perdemos toda a razão. E como diz o cantor “Gabriel O Pensador”, “Não adiante olhar pro céu com muita fé e pouca luta, levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode, você deve. pode crer.”. 

O caos sobre rodas


A difícil movimentação nas cidades grandes, a distância entre um local e outro, situações inesperadas que ocasionam possíveis atrasos, entre outros, são os principais motivos por as pessoas não irem mais a pé até seus devidos trabalhos ou escolas. Sendo mais acessível irem de carros, ônibus, ou até metrôs, o que causa o grande e conhecido caos no trânsito. Estatísticas nos mostram que os 16 000 quilômetros de ruas paulistanas ganham, a cada dia, 500 novos carros, ônibus e caminhões, mais uma das causas da difícil movimentação nas vias públicas.

A tortura no trânsito não escolhe classe social e atinge tanto o milionário que anda com seu carro blindado e com motorista particular quanto o morador de periferia que depende de ônibus e necessita sair aproximadamente 3 horas antes de sua casa para chegar a tempo em seu trabalho. O caos afeta a segurança: carros parados em congestionamentos se tornam alvos de assaltantes; motoristas atrasados ou impacientes infringem as leis, e acabam causando acidentes e as casuais brigas de trânsito. Como tentativa de prevenção para o tráfego pesado, na década de 50, foram construídas em São Paulo as marginais Tietê e Pinheiro, que recebem hoje, um movimento quatro vezes maior do que o previsto inicialmente. Não é por menos que, diariamente, as duas vias lideram a lista de congestionamento da capital.

Outro exemplo são as más condições das estradas. Buracos no asfalto fazem com que os motoristas necessitem de mais atenção, além da redução de velocidade, para poderem desviá-los e com isso evitarem um possível acidente, o que também pode ocasionar os perturbadores congestionamentos. Encontramos estradas em péssimas condições em todos os lugares do país, mas temos aqui pertinho de nós um exemplo bastante comentado: a rota do sol, RS 453. Segundo dados publicados pelo jornal “O Pioneiro”, em cerca de 170 quilômetros de Caxias do Sul a Curumim, há pelo menos 30 buracos de maior risco. Seria uma média de uma cratera a cada quatro quilômetros, mas, na verdade, eles estão concentrados no trecho até Lajeado Grande.

Uma das soluções para esse caos em que enfrentamos todos os dias, seguindo os exemplos citados anteriormente, seria a melhoria das estradas. Além de diminuir uma pequena porcentagem dos congestionamentos, diminuiria o número de acidentes e mortes. Outra medida que ajudaria, é a maior sinalização. Segundo o engenheiro Jaime Waisman, doutor em trânsito e transportes, as marcas organizam o tráfego e aumentam o fluxo. Também poderia ser melhorada a fiscalização de policiais, levando com mais rigidez as leis existentes. Se em São Paulo, hoje, os motoristas têm o hábito de usar o cinto de segurança foi devido a uma intensa fiscalização que visava à aplicação de multas e marcação de pontos na carteira de habilitação. Com o maior número de policias diariamente nas vias públicas, os motoristas se sentiriam intimidados e não fariam ultrapassagens em locais proibidos ou qualquer outra infração de trânsito. É preciso ações práticas por parte do governo para trazê-los à realidade. Nada mais real do que a apreensão da carteira de motorista ou - pior ainda - o peso de uma multa no final do mês.