sábado, 20 de agosto de 2011

O caos sobre rodas


A difícil movimentação nas cidades grandes, a distância entre um local e outro, situações inesperadas que ocasionam possíveis atrasos, entre outros, são os principais motivos por as pessoas não irem mais a pé até seus devidos trabalhos ou escolas. Sendo mais acessível irem de carros, ônibus, ou até metrôs, o que causa o grande e conhecido caos no trânsito. Estatísticas nos mostram que os 16 000 quilômetros de ruas paulistanas ganham, a cada dia, 500 novos carros, ônibus e caminhões, mais uma das causas da difícil movimentação nas vias públicas.

A tortura no trânsito não escolhe classe social e atinge tanto o milionário que anda com seu carro blindado e com motorista particular quanto o morador de periferia que depende de ônibus e necessita sair aproximadamente 3 horas antes de sua casa para chegar a tempo em seu trabalho. O caos afeta a segurança: carros parados em congestionamentos se tornam alvos de assaltantes; motoristas atrasados ou impacientes infringem as leis, e acabam causando acidentes e as casuais brigas de trânsito. Como tentativa de prevenção para o tráfego pesado, na década de 50, foram construídas em São Paulo as marginais Tietê e Pinheiro, que recebem hoje, um movimento quatro vezes maior do que o previsto inicialmente. Não é por menos que, diariamente, as duas vias lideram a lista de congestionamento da capital.

Outro exemplo são as más condições das estradas. Buracos no asfalto fazem com que os motoristas necessitem de mais atenção, além da redução de velocidade, para poderem desviá-los e com isso evitarem um possível acidente, o que também pode ocasionar os perturbadores congestionamentos. Encontramos estradas em péssimas condições em todos os lugares do país, mas temos aqui pertinho de nós um exemplo bastante comentado: a rota do sol, RS 453. Segundo dados publicados pelo jornal “O Pioneiro”, em cerca de 170 quilômetros de Caxias do Sul a Curumim, há pelo menos 30 buracos de maior risco. Seria uma média de uma cratera a cada quatro quilômetros, mas, na verdade, eles estão concentrados no trecho até Lajeado Grande.

Uma das soluções para esse caos em que enfrentamos todos os dias, seguindo os exemplos citados anteriormente, seria a melhoria das estradas. Além de diminuir uma pequena porcentagem dos congestionamentos, diminuiria o número de acidentes e mortes. Outra medida que ajudaria, é a maior sinalização. Segundo o engenheiro Jaime Waisman, doutor em trânsito e transportes, as marcas organizam o tráfego e aumentam o fluxo. Também poderia ser melhorada a fiscalização de policiais, levando com mais rigidez as leis existentes. Se em São Paulo, hoje, os motoristas têm o hábito de usar o cinto de segurança foi devido a uma intensa fiscalização que visava à aplicação de multas e marcação de pontos na carteira de habilitação. Com o maior número de policias diariamente nas vias públicas, os motoristas se sentiriam intimidados e não fariam ultrapassagens em locais proibidos ou qualquer outra infração de trânsito. É preciso ações práticas por parte do governo para trazê-los à realidade. Nada mais real do que a apreensão da carteira de motorista ou - pior ainda - o peso de uma multa no final do mês.  

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