sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Habitantes de um mesmo universo

Assim como o amor, o ódio é construído e fortalecido com o tempo, através da convivência. E o que nos faz sentir um ou outro é o modo como à pessoa age. Ninguém nasce amando ou odiando alguém. m nasce amando ou odiando algu a . m que as conhecemos e outras pelas quais Os dois sentimentos são decorrentes de algum fator externo que possam nos ter provocado. Sejam eles positivos ou negativos.

A antipatia e o encantamento, diferentemente do amor e do ódio, são gerados gratuitamente. Existem pessoas que nos cativam assim que as conhecemos e outras pelas quais não sentimos vínculo nenhum de afeto ou simpatia. Mas, para odiarmos alguém é preciso mais do que uma simples antipatia, é necessário que algo tenha acontecido: uma palavra mal colocada, um desafeto, uma ofensa, uma decepção, uma mágoa guardada. O mesmo acontece para amarmos alguém. Não amamos pelo simples gosto de amar, amamos pelo o que a pessoa nos causa, pelo o que a pessoa nos faz sentir. Amamos por um abraço, por um sorriso, por uma mão estendida.

Se perguntássemos para algumas pessoas qual o contrário do amor, a maioria responderia, sem cogitar: ódio. Resposta errada. O contrário do amor é a indiferença. Para alguém nos ser indiferente, não precisamos de nada. Mas para odiar ou amar alguém, precisamos reconhecer que essa pessoa existe e que nos causa sensações.

Ódio e amor, na verdade, não são sentimentos distintos, contrários. São feitos da mesma “matéria”, nos trazem as mesmas sensações. Causam-nos palpitações, nos tiram noites de sono, nos fazem agir por impulso e nos pausa o raciocínio. Amor e ódio andam juntos, caminham lado a lado e habitam o mesmo universo.
                                         

Invenção de uma nova arma

Nas grandes cidades, enfrentamos diariamente congestionamentos no trânsito, seja para ir até ao mercado, para ir até o trabalho ou para buscar os filhos na escola, demorando assim um tempo maior do que o necessário para realizar percursos simples, e nem sempre temos esse tempo disponível. Isso faz com que alguns motoristas apressados - e atrasados – ultrapassem em locais proibidos, andem acima da velocidade permitida ou ignorem o sinal vermelho dos semáforos. Causando assim, acidentes e as casuais brigas.

As eventuais brigas que acontecem no trânsito normalmente são causadas pelos mesmos motivos dos acidentes: infrações. Segundo dados de uma pesquisa divulgada pelo ministério da justiça, o Brasil ocupa a décima colocação no ranking de mortes causadas por acidentes no trânsito. Vemos exemplos em jornais, televisão, internet, ou então pessoalmente nas ruas de nossas cidades. Um exemplo que pode ser citado, e que foi muito comentado, foi o motorista de um carro Porsche que andava em alta velocidade por uma rua de São Paulo,  por volta das duas horas da manhã, e bateu no carro de uma mulher que ultrapassou o sinal vermelho, causando assim a morte da mesma. O acidente foi causado por duas infrações de trânsito: a alta velocidade do motorista do carro Porsche; e a ultrapassagem da mulher com o sinal vermelho.

Os automóveis foram criados com o objetivo de facilitar a movimentação das pessoas de um local para outro, mas atualmente sair de carro acaba sendo mais demorado do que ir a pé, e a causa disso é o grande número de automóveis existentes, que também é um dos motivos pelo caos no trânsito em que vivemos. Com tantas mortes que estão acontecendo no trânsito, seja por brigas, colisões ou atropelamentos, podemos considerar que,  agora, o automóvel é uma nova arma.



Para tentarmos diminuir o número de mortes e acalmar o trânsito brasileiro precisamos - além de ter a consciência do caos em que vivemos - ter um aumento do número de fiscalização policial. Com o maior número de policias diariamente nas vias públicas, os motoristas se sentiriam intimidados e não fariam ultrapassagens em locais proibidos ou qualquer outra infração de trânsito. É preciso ações práticas por parte do governo para trazê-los à realidade. Nada mais real do que a apreensão da carteira de motorista ou - pior ainda - o peso de uma multa no final do mês.  

Que o mal venha para o bem

Argumentações; preparativos; construções, dúvidas; reformas; gastos e ansiedade, entre outros, são fatores que estão sendo gerados por um grande evento que acontecerá aqui, no Brasil, em 2014: A Copa do Mundo. O que esse evento nos trará de malefícios? E terá algum benefício?

Para podermos realizar um evento deste porte, será necessária maior infra-estrutura, como por exemplo, maior segurança; melhoria no transporte; reformas nos estádios, maior disponibilidade de hotéis, e melhoria para o turismo. Estão sendo construídos novos ramais de VLT (veículo leve sobre trilhos); reformando estádios, entre eles, Maracanã e o Estádio José Fragelli (Verdão); expansão dos terminais do Porto do Rio e reformas nos maiores aeroportos. Na teoria, o pais calculou que gastará, para realizar este evento, em torno de 5 bilhões de dólares. Embora estimativas afirmem que, na pratica, será gasto um valor maior do que o informado. Podemos usar como base, o evento esportivo “Jogos Pan-Americanos” que foi realizado no Rio de Janeiro, em 2007. O valor calculado para ser gasto estava em torno de 500 milhões de reais, e o valor verdadeiramente gasto até o fim do evento foi de aproximadamente 4 bilhões de reais. O que nos causa receios, quando pensamos que este evento de grande porte se realizará em nosso país. Parte do dinheiro que será utilizado para bancar as despesas virá da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas as eventuais reformas que precisarão ser feita nas cidades-sede – onde acontecerão os jogos – terão de ser bancadas pelo estado, ou seja, com o dinheiro público.

Mesmo com tantos contras, ainda nos restam alguns prós. As diversas reformas e construções que estão em andamento, devem gerar mais de 700 mil empregos, sendo que entre eles, 330 mil permanentes. Está previsto que chegarão ao país aproximadamente 600 mil estrangeiros, e, além disso, a Copa do Mundo movimentará mais ou menos três milhões de brasileiros, o que trará benefícios ao governo em forma de impostos. Economicamente, nosso PIB (Produto Interno Bruto) poderá aumentar.

Como todas as coisas na vida, esse grande evento tem lados positivos e lados negativos. Temos que nos beneficiar das coisas boas, e fazermos o possível para amenizarmos as coisas ruins. Como por exemplo, fazendo o bom uso e conservando as obras que estarão sendo realizadas. A Copa pode ser o ideal para o Brasil se referenciar na modernização de seu futebol, respeitando os direitos de seus torcedores, valorizando nossos atletas, protegendo os clubes formadores e tendo uma gestão de clubes e campeonatos mais transparentes e mais profissionais. Embora as pessoas acreditem mais nos malefícios que esse evento nos trará do que nos benefícios, o evento será realizado, sem discussões, então, devemos apenas aproveitar as oportunidades que nos aparecerem e exigirmos que os gastos feitos nos sejam divulgados, e transparentes. Para termos a consciência tranqüila de que esse foi um evento honesto e sem corrupções.   

Planeta melhor para os nossos filhos ou filhos melhores para o nosso planeta?

Aquecimento global, desmatamento, efeito estufa, entre outros, são palavras chave quando falamos de problemas ambientais. Vemos diariamente em jornais, televisão e internet, o quão grave é a situação em que se encontra o nosso meio ambiente, mas, presenciamos também, pessoas que simplesmente não se importam com isso. Empresas que depositam produtos químicos em locais indevidos, pessoas que não separam o lixo em suas casas e também as que o jogam nas ruas por simples preguiça de levarem até a lata de lixo mais próxima, são exemplos clássicos de descuidos com a natureza. O único modo que temos para tentar evitar que isso aconteça, é com a conscientização.
Atualmente, muitas coisas estão sendo recicladas, utilizadas na construção de outras, e até reinventadas para que agridam menos o meio ambiente, mas normalmente as pessoas vão pelo modo mais prático, e que também é o mais poluente. Um exemplo que foi bastante comentado, mas que a maioria das pessoas ainda não adquiriu o hábito, é o uso da sacola retornável. A sacola plástica demora mais de 100 anos para se decompor na natureza, mas mesmo assim ela é usada em abundância em supermercados e outros comércios. O que precisaria de três a quatro sacolas plásticas para carregar, poderia ser transportado em apenas uma sacola retornável, pois elas são mais resistentes. E ainda assim a maior parte da população opta pelas plásticas.
Fabricantes de pneus, como por exemplo, Michelin e Pirelli, realizaram uma campanha de recolhimento de pneus usados. De 2007, quando o processo iniciou, até 2009, foram recolhidos aproximadamente 140 milhões de pneus. Um pneu demora cerca de 600 anos para se decompor. Outra finalidade para os mesmos, é na fabricação de concreto ecológico, que é acrescentado 30% de pedaços de pneus na massa, o que garante menor custo. Eles também têm sido reaproveitados na fabricação de sandálias, a marca Gook, pioneira neste processo, já reciclou mais de um milhão de pneus, além disso, a empresa tem um programa de reciclagem de sandálias usadas.
Essas campanhas feitas por grandes marcas, além de ajudar o meio ambiente, ajuda na conscientização. Faz com que as pessoas dêem mais atenção a algumas coisas, que por serem comuns em nosso dia a dia, acabam passando despercebidas, como o exemplo das sacolas plásticas e dos pneus, citados anteriormente. Mas a conscientização pode partir de nós, pessoas normais e sem grandes influências, apenas com simples mudanças de hábitos e divulgando esses hábitos para os amigos, filhos, parentes, colegas de trabalho, e eles, conseqüentemente divulgando para os seus, chegará um momento que todos irão fazer o básico. A cultura estará implantada. E já será um grande passo. Ouvimos sempre para deixarmos um planeta melhor para nossos filhos, mas e se ao invés disso, deixássemos filhos melhores para o nosso planeta?

Ser feliz: Um acontecimento natural

Segundo o dicionário, felicidade é um estado durável de plenitude, satisfação e equilíbrio físico e psíquico, em que o sofrimento e a inquietude estão ausentes. Existem livros de auto-ajuda ensinando como ser feliz, filmes e novelas com finais felizes, e vemos pessoas buscando eternamente a felicidade. Mas será que sabemos realmente o que estamos buscando¿ O que é essa dita felicidade¿ O que nos traz a tão procurada felicidade¿

Nós somos feitos de desejos, vontades e sonhos. Desejamos a nossa primeira bicicleta, depois desejamos fazer 18 anos, entrar na faculdade, conseguir o primeiro emprego, comprar o primeiro carro, comprar a casa própria, casar, ter filhos, ter netos, e conforme realizamos cada um desses sonhos, outros novos e mais tentadores nos vão aparecendo. Comemoramos cada uma dessas realizações, mas, por instinto natural de ser humano, sempre queremos mais, e o ultimo desejo alcançado acaba sendo insignificante quando comparado com o que queremos agora. Às vezes até nos pegamos com o pensamento que se conseguíssemos determinada coisa, aí sim seríamos felizes. Quer dizer que até agora não fomos felizes¿ Ou será que talvez não nos damos conta disso¿

Ficamos tão afobados a cada novo desejo, a cada novo objetivo, determinados inteiramente a alcançá-los que não percebemos o tempo em que passa até que isso se realize. Pensamos no futuro, em como será quando conseguirmos determinada coisa, e quando conseguimos, já temos outro objetivo e assim sucessivamente. Concentrados nessa intensa busca pela felicidade, não nos damos conta das coisas boas em que acontecem em nossa vida no “intervalo” entre uma realização e outra, e continuamos assim a nossa procura, deixando sempre para sermos felizes quando conseguirmos o que almejamos. Deixamos a felicidade nos passar despercebida, mas na realidade, estamos sendo felizes sempre.

Somos felizes sempre que estamos bem. Bem com nós mesmos, bem com a vida, bem com as pessoas que nos cercam. Somos felizes quando estamos cercados de pessoas que gostamos, quando estamos fazendo coisas que gostamos. Seja em uma caminhada, um banho de mar. Seja contemplando a chuva, a lua, o sol. Seja em um passeio com a família, ou uma tarde jogando conversa fora com os amigos. Somos felizes quando lemos um livro que nos identificamos, quando ouvimos uma música que nos traz boas lembranças. Somos felizes num abraço. Somos felizes quando afogamos a nossa mágoa. Somos felizes quando choramos até soluçar, e depois sentimos o alívio que isso nos trouxe. Somos felizes quando rimos até chorar. Somos felizes quando tomamos um banho depois de um dia cansativo de trabalho, quando chegamos em nossa casa e tiramos aquele sapato apertado. Tudo que nos faz bem, tudo que nos traz calma, tranqüilidade, paz de espírito, que nos alivia o pensamento, é a felicidade. Como diz o cantor Antônio Armando, mais conhecido como Armandinho, “A felicidade se encontra nas coisas mais simples da terra”, só basta nos darmos conta disso, e aprendermos a apreciá-la.

sábado, 20 de agosto de 2011

Revolução Pacífica


Políticos corruptos, matança de animais, aumento no número de vagas para vereadores, diferença salarial entre os parlamentares e os outros profissionais, a violência policial, o desejo de aumentar o salário mínimo, a falta de moradia, a inflação, entre outros fatores causam a indignação de muitas pessoas, que se juntam e vão para as ruas fazendo manifestações, com o intuito de demonstrar sua revolta e de evitar acontecimentos como os exemplos citados anteriormente.
Vimos em jornais, programas de televisão e internet que essas manifestações acontecem em vários lugares do mundo, e que diversas delas são ignoradas e desconsideradas. Essa indiferença com que os protestos são tratados pelos mais poderosos acaba causando a insegurança de que os mesmos possam não alcançar o objetivo ou que todo o seu esforço sejam em vão. Talvez esse seja um dos motivos para que algumas pessoas não se envolvam, mesmo que concordem com as manifestações.
A poucos dias atrás, tivemos um exemplo na cidade de Caxias do Sul – Rs. Um grupo de aproximadamente 350 pessoas se reuniu em uma das principais ruas do centro da cidade para protestas contra o aumento de vagas para vereadores, que iria aumentar de 17 para 23 vagas. O protesto foi pacífico e organizado, porém, ignorado. Do mesmo jeito que temos exemplos de manifestações que falharam, temos exemplos de sucesso.Um deles, é o movimento estudantil conhecido como “Caras Pintadas” que o principal objetivo era o impedimento do Presidente do Brasil Fernando Collor e sua retirada do posto. Outro exemplo de sucesso é o episódio conhecido como “A Queima dos Sutiãs” que aconteceu em 1968. Centenas de mulheres foram as ruas protestar a favor da igualdade entre os seres humanos. Se não fossem por essas mulheres, talvez, hoje, nós continuássemos sem o direto a voto e a trabalhar, e continuaríamos sendo vistas como apenas as “donas de casa”.
Todos as manifestações tem uma grande probabilidade de não serem ouvidas, mas se nós não tentarmos não iremos evoluir. Essa é uma maneira de fazermos valer nossos direitos, se feita de forma pacífica, caso contrário, perdemos toda a razão. E como diz o cantor “Gabriel O Pensador”, “Não adiante olhar pro céu com muita fé e pouca luta, levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode, você deve. pode crer.”. 

O caos sobre rodas


A difícil movimentação nas cidades grandes, a distância entre um local e outro, situações inesperadas que ocasionam possíveis atrasos, entre outros, são os principais motivos por as pessoas não irem mais a pé até seus devidos trabalhos ou escolas. Sendo mais acessível irem de carros, ônibus, ou até metrôs, o que causa o grande e conhecido caos no trânsito. Estatísticas nos mostram que os 16 000 quilômetros de ruas paulistanas ganham, a cada dia, 500 novos carros, ônibus e caminhões, mais uma das causas da difícil movimentação nas vias públicas.

A tortura no trânsito não escolhe classe social e atinge tanto o milionário que anda com seu carro blindado e com motorista particular quanto o morador de periferia que depende de ônibus e necessita sair aproximadamente 3 horas antes de sua casa para chegar a tempo em seu trabalho. O caos afeta a segurança: carros parados em congestionamentos se tornam alvos de assaltantes; motoristas atrasados ou impacientes infringem as leis, e acabam causando acidentes e as casuais brigas de trânsito. Como tentativa de prevenção para o tráfego pesado, na década de 50, foram construídas em São Paulo as marginais Tietê e Pinheiro, que recebem hoje, um movimento quatro vezes maior do que o previsto inicialmente. Não é por menos que, diariamente, as duas vias lideram a lista de congestionamento da capital.

Outro exemplo são as más condições das estradas. Buracos no asfalto fazem com que os motoristas necessitem de mais atenção, além da redução de velocidade, para poderem desviá-los e com isso evitarem um possível acidente, o que também pode ocasionar os perturbadores congestionamentos. Encontramos estradas em péssimas condições em todos os lugares do país, mas temos aqui pertinho de nós um exemplo bastante comentado: a rota do sol, RS 453. Segundo dados publicados pelo jornal “O Pioneiro”, em cerca de 170 quilômetros de Caxias do Sul a Curumim, há pelo menos 30 buracos de maior risco. Seria uma média de uma cratera a cada quatro quilômetros, mas, na verdade, eles estão concentrados no trecho até Lajeado Grande.

Uma das soluções para esse caos em que enfrentamos todos os dias, seguindo os exemplos citados anteriormente, seria a melhoria das estradas. Além de diminuir uma pequena porcentagem dos congestionamentos, diminuiria o número de acidentes e mortes. Outra medida que ajudaria, é a maior sinalização. Segundo o engenheiro Jaime Waisman, doutor em trânsito e transportes, as marcas organizam o tráfego e aumentam o fluxo. Também poderia ser melhorada a fiscalização de policiais, levando com mais rigidez as leis existentes. Se em São Paulo, hoje, os motoristas têm o hábito de usar o cinto de segurança foi devido a uma intensa fiscalização que visava à aplicação de multas e marcação de pontos na carteira de habilitação. Com o maior número de policias diariamente nas vias públicas, os motoristas se sentiriam intimidados e não fariam ultrapassagens em locais proibidos ou qualquer outra infração de trânsito. É preciso ações práticas por parte do governo para trazê-los à realidade. Nada mais real do que a apreensão da carteira de motorista ou - pior ainda - o peso de uma multa no final do mês.